segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Visita a Inhotim


Cildo Meireles, Através, 1938-1989, materiais diversos, 600 x 1500 x 1500 cm, foto: Pedro Motta



A obra que chamou atenção do grupo foi Através, de Cildo Meireles. A obra consiste na disposição de objetos, sempre em dupla, translúcidos e vazados utilizados como barreiras. Os objetos utilizados variam de cortinas de banheiro até cerca de arame farpado, causando diversos tipos de reações no visitante, além das diversas possibilidades de um através.

Detalhe: aquário com peixes transparentes!

O piso é todo de vidro estilhaçado, o que causa certa aflição pelo barulho que compete com a vontade de continuar percorrendo a obra para finalmente descobrir o que há no centro: uma esfera feita com plástico sobreposto pela qual não é possível ver através. Mas o que vale é a experiência de todo esse percurso de "superação de obstáculos".

Performance II


Fizemos nossa performance na rua Pernambuco, em frente à Academia Fórmula, cuja fachada é coberta por espelhos.
Para tal, utilizamos os conceitos de Flaneur, Deriva, Parkour e Flash Mob, refletindo sobre como o espaço urbano influencia na vida das pessoas.

domingo, 12 de setembro de 2010

Estratégias de apropriação do espaço: Parkour, Deriva, Flaneur e Flash Mob

Parkour.

Parkour é uma atividade de origem francesa caracterizada pela
sobreposição de qualquer tipo de obstáculo físico da cidade ou de qualquer ambiente, de forma ágil, utilizando-se de técnicas e movimentos como saltos, rolamentos e escaladas.


O Parkour se baseia na superação de limites pessoais, por isso não pode ser considerado esporte: não existe competições de Parkour.

O papel do ambiente físico é fundamental para a existência do Parkour, e o praticante deve ter, além de auto-conhecimento, "uma certa intimidade" com aquele obstáculo, de forma que tenha sabedoria necessária para superá-lo sem acidentes.



Deriva.

Entre os diversos procedimentos situacionistas, a deriva se apresenta como uma técnica de passagem rápida por ambiências variadas. O conceito de deriva está indissoluvelmente ligado ao reconhecimento de efeitos de natureza psicogeográfica e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que o torna absolutamente oposto às tradicionais noções de viagens e de passeio.

Uma ou várias pessoas que se dediquem à deriva estão rejeitando, por um período mais ou menos longo, os motivos de se deslocar e agir que costumam ter com os amigos, no trabalho e no lazer, para entregar-se às solicitações do terreno e das pessoas que venham a encontrar. A parte aleatória não é tão determinante quanto se imagina, mas em sua unidade, a deriva contém ao mesmo tempo esse deixar-se levar e sua contradição necessária.

É sempre interessante construir um mapa do percurso traçado, esse mapa deve acompanhar anotações que irão indicar quais as motivações que construiu determinado traçado. É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita... Em fim, pensar que determinadas zonas psíquicas nos conduzem e nos trazem sentimentos agradáveis ou não.

Fonte: http://derivaurbana.blogspot.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_deriva



Flâneur


Existe uma figura muito curiosa e fascinante, que dedica seu tempo a vagar pelas ruas, no intento de observar o que acontece ao seu redor, de captar algo de mais perene no cenário urbano. Este passante se locomove a pé – e sem pressa, como requer qualquer “trabalho” de análise da vida cotidiana que se preze. Tal personagem atende pelo nome de flâneur e surgiu há muitos anos atrás. Mas quem é o flâneur?

É um observador que caminha tranqüilamente pelas ruas, apreendendo cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem e busca uma nova percepção da cidade. Para situar a curiosa figura do flâneur no tempo, é preciso entendê-lo, antes de tudo, como uma figura nascida na modernidade. Ele apareceu como o contraponto do burguês, que dedicava grande parte do seu tempo ao mundo dos negócios. A flânerie conseguiu solidificar- se como a experiência própria daquele que gostava de perambular pelas ruas pelo simples prazer de observar ao seu redor; que não devia satisfações ao tempo e tinha a rua como matéria prima e fonte de inspiração. Mas não se pode tentar definir o flâneur sem mencionar o universo da obra do poeta francês Charles Baudelaire, na qual este errante e misterioso ser teve sua gênese determinada.

Segundo a jornalista Eliane Salles, os primeiros flâneurs brasileiros surgiram no Rio de Janeiro entre o final do século XIX e início do século XX. Alguns estudiosos citam Lima Barreto, Machado de Assis, Joaquim Manoel de Macedo e, principalmente, João do Rio como exemplos desta figura. Segundo João do Rio,

“flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da população, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino.” E para os que, porventura, associem o ato de flanar com o da vagabundagem ou falta do que fazer, João do Rio diria: “É vagabundagem? Talvez. Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e contemplar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. É ter a distinção de perambular com inteligência”.

Fonte: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/media/2%20-%20o%20novo%20fl%C3%A2neur.pdf


Flash Mob.

Flash Mob é uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.

No mundo inteiro, flash mobs vêm ganhando cada vez mais aspectos políticos e não apenas para mudar a rotina ou modificar o meio urbano. Na Rússia, por exemplo, um grupo de pessoas se reuniu ao redor de um caixão e deram-se as mãos em luto formando um quadrado, declarando a “morte da democracia" em 2003. Por lá, pela repressão às revoltas ou protestos ser intensificada, flash mobs são preferências cada vez mais aceitas por serem organizadas rapidamente, atraírem muitas pessoas e depois se dispersa tão rápido quanto apareceu, impedindo a ação da polícia muitas vezes.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Trabalho Final Sketchup

FAD




Festival de Artes Digitais.

Confesso que, (obviamente, sem saber do que se tratava) não estava muito animada para a visita à exposição. Na verdade, tenho um pé atrás com o que não é analógico, hehe.
Pois bem.


Teria perdido muito se eu não tivesse ido. Não era nada do que pensei. As obras despertam curiosidade e, de repente, você se vê clicando em tudo.
O que torna essa exposição divertida e atraente são as possibilidades de interação com a obra.
As obras, quando "acionadas", se transformam em jogos, e tudo vira brincadeira tecnológica.
Pensando agora sobre a importância que eu dou para trabalhos manuais, acho que não há nada mais analógico do que uma obra digital que não existe sem a interação física do público.
Valeu a pena ter subido 2km da Afonso Pena.
Na próxima subida, assistirei a alguma performance.

Sem mais! ^^

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Visita ao Museu da Pampulha


(Desculpem o atraso da postagem!)

Na sexta-feira, dia 20 de agosto, fizemos uma visita ao Museu da Pampulha.
O predio, construido originalmente para abrigar um Cassino, faz parte do conjunto arquitetonico da pampulha projetado por Oscar Niemeyer a pedido de JK. Para execucao da obra, Niemeyer conta com o trabalho do engenheiro e poeta Joaquim Cardoso e do paisagista Burle Marx.
Depois de 3 anos em funcionamento, o cassino foi fechado devido a proibicao no Brasil.
Foi transformado em museu, abrigando frequentemente diversas exposicoes.
Este foi o primeiro grande trabalho de Niemeyer, talvez o mais belo e bem feito de toda a sua carreira... obra prima logo ali do lado!
O arquiteto brinca com o que e classico, criando algo extremamente ousado e belo. Trabalha com placas marmores luxuosos aplicados cuidadosamente sobre colunas e paredes, brinca com o espelhado futuristico do inox e, do lado de fora, azulejos portugueses - classicos da colonizacao.
Niemeyer utiliza-se de colunas, referencia do classico grego, e aplica proporcoes aureas em formas nao-geometricas (organicas).
E possivel perceber que o arquiteto "bebe" do classico para distorce-lo completamente e criar uma obra leve e sensual.