segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Arte Cinética

Guto Lacaz





Nasceu em São Paulo, em 1948. É arquiteto pela FAU/USP e artista plástico. Em seu conjunto de obras podemos encontrar esculturas lúdicas, videoinstalações, multimídia, eletroperformances, projetos e instrumentos científicos.
O que quer Lacaz é justamente transformar em jogo gratuito a função produtiva da tecnologia, de modo a demonstrar que o trabalho artístico depende muito pouco dos valores da produção e progride sempre na direção contrária à da tecnocracia. A tese que parece sustentar o seu trabalho é a de que a arte independe de qualquer teleologia; ela é o que é, esse enigma inesgotável, entre outras coisas porque lhe faltam finalidades. Ao fluxo quantitativo das mensagens utilitárias e confortantes que trafegam diariamente nos canais majoritários da mídia, a arte responde com a incerteza, a indeterminação e, acima de tudo, com um humor que corrói tudo.




Theo Jansen: Os “animais de areia”

Há quem use o vento para dar forma a moinhos ou balões de ar quente. Porém, nas praias da Holanda, o artista-engenheiro Theo Jansen optou por seguir caminhos diferentes. A partir de tubos de plástico amarelos, Jansen cria esculturas movidas a vento que fazem lembrar animais pré-históricos, numa expressão da chamada arte cinética.




Arthur Ganson e Esculturas em Movimento

Arthur Ganson é um artista mecânico, que cria máquinas capazes de fazer sonhar.Este artista inventor, é considerado um dos mais brilhantes da atualidade, e as suas máquinas estão dispersas por diversos museus de renome, como o museu do MIT, o Harvard’s Carpenter Center, DeCordova Museum, e nas galerias Ricco/Maresca em Nova Iorque.




Abraham Palatnik


Abraham Palatnik é um pioneiro da arte cinética. O que singulariza seu trabalho é o uso da tecnologia e suas possibilidades inovadoras. Não se trata de uma arte que está a serviço da técnica, mas sim de um olhar atento que sabe retirar dos materiais mais diversos toda sua potencialidade poética. Misto de artista e desenhista industrial, Palatink possui muito do ideário construtivo na vontade de integrar arte e vida. Existe aqui uma convicção de que a arte pode estar em todos os lugares para todos os públicos, disseminada pelo cotidiano.





Alexader Calder: Arte e movimento


Vertical Constellation com bombade 1943
Madeira, arame e pintura
31 "x 30" x 18 "
National Gallery of Art, Washington, DC



"Por que deveria ser a arte estática? Olhando para um trabalho abstrato, seja uma escultura ou pintura, vemos um conjunto interessante de planos, esferas, núcleos, sem nenhum significado. Pode ser perfeito, mas é sempre imóvel. O próximo passo é o movimento na escultura ". Alexander Calder - escultor e pintor americano.
Criador dos stabiles, sólidas esculturas fixas, e dos móbiles, placas e discos metálicos unidos entre si por fios que se agitam tocados pelo vento, assumindo as formas mais imprevistas.Calder foi o primeiro a explorar o movimento na escultura e um dos poucos artistas a criar uma nova forma – o mobile.





Lygia Clark : Arte Virtual

"[...] Seus pensamentos mais herméticos guardavam este segredo: a arte precisava estar a serviço da libertação do ser humano que hoje existe em células, comunidades, perfis online.Verdadeiramente livre, Lygia esteve a frente de seu tempo, hoje fica claro. Compartilhou ao transformar o corpo do outro no objeto de sua arte muito antes da web 2.0, em que a ordem do dia é compartilhar.

A auto decretada não-artista deu o objeto da arte na mão de seu interlocutor, como em “Caminhando”, e estabeleceu que a “arte é o seu ato”. Fundou a arte participativa, interativa e compartilhada desde então. Lygia destravou as portas do inconsciente através de sua arte e propunha isso como manifestação artística transcendental. Objetos sensoriais e relacionais, entre muitos outros artefatos, abriam um canal direto com o primitivo interior (self, no jargão de Lygia), criando um estado de auto-conhecimento revelador e, por isso, libertador."

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